Desculpem meus amores, simplesmente estou a passar por um daqueles momentos bem fdds em que não me apetece estudar (ok, admito que nunca me apetece estudar) e estou sozinha no meu quarto (a minha irmã foi dormir a casa de uma amiga), por isso fico a pensar na minha vida e começo a chorar :x Isto é uma espécie de desabafo, quem não quiser não precisa de ler, mas se quiserem perceber o que é que eu estou a passar amorosamente, leiam.
Quando acabámos, eu perguntei-te se podíamos ser amigos, e tu
respondeste que sim.
Pensava que falavas a sério, mas pelos vistos enganei-me. Agora que penso
nisso, acho que apenas me falaste o resto do ano letivo só porque andávamos na
mesma turma, e porque se não iria parecer mal, não sei. Só sei que no momento
em que passámos para turmas diferentes, tudo mudou. O que dantes eram conversas
animadas sobre as mais variadas coisas, tornaram-se olas apressados cada vez
que nos cruzávamos, e conversas pelo telemóvel que não se punham muito longas.
Os meus amigos diziam-me que era porque já não estávamos na mesma turma, e
porque agora tínhamos outros amigos, mas eu sabia que não era isso. No fundo,
sabia que ainda estavas um pouco ressentido por eu ter acabado contigo. É
verdade que eu voltei a gostar de ti, talvez nunca tenha deixado de o fazer, e
sim, em muitos momentos arrependi-me daquela decisão que fiz, mas querias
continuar a namorar comigo quando eu não sabia se o que eu sentia por ti era
verdadeiro? Querias que fingisse?
Na verdade, entre o mal e o pior, acho que até preferia aquelas poucas palavras
que trocávamos durante os intervalos no 7º ano, e aquelas mensagens às quais tu
às vezes te dignavas a responder, do que aquilo que eu tenho agora contigo, que
é nada.
Passou-se um ano entre isto tudo, estávamos em férias, e tudo se mantinha
igual. Eu ansiava pela resposta às mensagens que te mandava, mas tu quase nunca
respondias, e quando respondias, quase sempre tínhamos aquela conversa de treta
que eu nunca pensei que um dia tivesse contigo. A escola finalmente começou, o
nosso atual 8º ano, e eu estava radiante pois estava a morrer de saudades de
toda a gente, mas especialmente de ti. Pensar em voltar a ver-te era tudo o que
eu fazia.
Mas tive uma agradável surpresa quando pisei pela primeira vez o chão daquela
escola: tu deixaste de me falar.
Não como o ano anterior, em que podias não falar muito, mas olhavas para mim,
não, este ano nem sequer te dignavas a me olhar, o que me custava e me custa
muito.
Passar por ti ou não passar vai dar à mesma coisa, mas só para ti. Nunca pensei
que me pudesses fazer isto, eu era tua amiga antes de namorada.
Arranjei uma amiga que afinal não era bem amiga, e que apesar de não admitir,
eu sei que gosta/gostava de ti. Eu sei que iria sofrer se tu gostasses dela,
mas iria aceitar, porque sei que seguiste em frente, mas custar de certeza que
custaria. Essa minha “conhecida”, ao qual eu quase chamei de melhor amiga,
magoou-me, porque pensava que ela era mais do que realmente era, e no segundo
em que nós as duas nos chateámos, foi a correr para os teus braços, só que tu
não a aceitaste. Não sabes o quanto eu fiquei feliz nesse momento, não por
pensar que teria uma hipótese contigo, mas porque sei que ela não te merece.
Porque, apesar do que tu pensas, eu ainda me preocupo contigo, e muito.
É claro que já gostei de outras entre este espaço de tempo, não vou dizer que
não, mas o que eu senti por ti foi diferente dos outros, é diferente dos
outros. Eu deito-me e acordo a pensar em ti, mesmo quando tento pensar em
outras coisas, tu estás lá sempre no meu pensamento. Quando as minhas amigas me
perguntam de quem eu gosto, tu és sempre quem eu me lembro primeiro, mas sou
obrigada pelo meu cérebro a dizer outra pessoa, ou ninguém, como ultimamente
digo, porque já sei o discurso que elas me vão dar: para te esquecer, porque
não vale a pena lutar por uma coisa que já não é minha há algum tempo. Mas o
pior é que não consigo, e é por isso que choro sozinha no meu quarto sempre que
me lembro de ti, do teu sorriso perfeito e dos teus lindos olhos azuis. E eu
estou tão farta disto…
Neste momento não estou a pedir um namorado, porque sei que o que lá vai, já
foi, mas estou a pedir um amigo. No momento em que me deixaste de falar, apenas
deves de ter perdido uma simples amiga, mas eu perdi um melhor amigo que eu
pensava que era para a vida.
Mas enganei-me.
E juro que não volto a cometer o mesmo erro.
Esta mensagem não é para tu leres, pois eu tenho (quase) a certeza que não o
vais fazer, é apenas para deitar cá para fora tudo o que eu guardei estes 2
anos, que nunca tive a coragem para te dizer.
Nem vou ter.
Que fique aqui guardado e escrito que eu te amo como nunca amei ninguém, e que
este sentimento assusta-me tanto que me dá vontade de gritar a plenos pulmões,
até tu o perceberes, que eu te amo.
Mas não vais perceber.
E eu tenho de me habituar a isso :x.